quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Eu achava que era imortal....

De uns tempos para cá, andei percebendo o quão vulnerável é o ser humano, em toda sua totalitade, tanto quando fisicamente quando na parte da mente.É claro, somos capazes de suportar dores inimagináveis, como por exemplo uma compressão no peito por alguns quilos de chumbo, enfim, isso não vem ao caso.
Há duas semanas machuquei meu pé direito em uma pelada, um nego de 2m de altura veio sem dó em cima de mim e acabei saindo de lá mancando, no entanto esta dor perdurou por 2 semanas e eis que ainda resisto em manter-me na base do gelo em vez de ir ao médico para receber o diagnóstico. Todavia, não suporto me imaginar daqui a 20 anos sem poder andar por causa da minha teimosia em não aceitar nenhum tratamento profissional. Só que isso não se prende a este fato, pois também é verificável no estado mental da humanidade, principalmente na questão de força mental, digo, da capacidade de sempre manter o equilíbrio nas piores e melhores tensões do cotidiano e o mais interessante, é que não é só com você e comigo que a fragilidade acomente, e sim todos a sua volta, todos eles, sem exceção nenhuma apresenta fraquezas facilmente identificáveis, é evidente. Quando você pensa que tem o mundo em suas mãos, aparece uma mínina coisa que te desestabiliza completamente e lhe torna uma formiga perante a um elefante chamando mundo. De vez em quando temos aquele sensação de que o mundo é controlável e absolutamente fácil de compreender, porém engana-se quem pensa isso. Tanto quanto meu pé quanto minha vida permanece em constante fragilidade...


Andreas

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Você.

E o que seria de você se não fosse aquele dia em que recebeu o melhor abraço do mundo? O que seria de você se não fosse aquela pessoa que te apoiou quando você mais precisava? O que seria de você se não fosse a sua família, os seus amigos,as suas paixões, as suas crenças, os seus sentimentos, muitas vezes errados ou desajeitados. São coisas suas, que te fazem como exatamente é. Você é único(a) e ninguém tira a sua bagagem! A diferença é que, durante a vida, você encontrará pessoas que vão adorar dividir a sua bagagem,te ajudar a carrega-la; já outras que não darão a mínima.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Caminhada despretensiosa

Apesar de não ser fã de caminhadas que envolve multidão ao meu redor, confesso que hoje pela manhã senti um certo conforto ao andar pelo centro da cidade de Teófilo Otoni. Caminhei pela Av Getúlio Vargas, dei a volta, passei pela praça Tiradentes  e logo em frente contornei a Praça da Germânica. Caminhei despretensiosamente pela rua da minha primeira casa, a qual comecei a morar no ano de 2009, 19 de dezembro, para ser mais preciso. Nesse estado de transeunte, encontrei por acaso o proprietário da casa antiga; Ser barbudo,baixo e de nome Ronaldo, carregava um semblante de seriedade e rudeza. "Ei...tem uma correspondência para sua mãe", disse o velho. "Ok...é deste ano?", indaguei. Peguei-a e recebi um pseudo "Feliz ano novo". Passei pela rua da auto-escola e cruzei com uma garota nova, aparentava ter seus 16 anos, em sua frente havia uma espécie de mochila para bebês e lá, continha um criolo de 2 anos. "Que susto..já?". Pensei  a respeito do filho precoce, ou não. Vai saber, talvez ela estava apenas carregando-o para sua tia, mãe ou algo do gênero. Atravessei a Av Luiz Boali e topei com uma trincheira de carros acionando desesperadamente o acelerador no ponto neutro, como forma de "encurtar o tempo do sinal vermelho"."Varaaaaamm". Pulando todas as partes desnecessárias da vinda para casa: Caminhar, olhar, guarda-chuva, respirar fundo, olhar para o lado, cuspir densamente...
Enfim, casa. Escada.Um"Tlap Tlap" dos chinelos e a cabeça alertando que preciso dormir.


Andreas

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Essa liberdade tão conhecida. Pra poder fugir correndo ao que te prende. Ela não existe, é só uma desculpa pra se perder sem sair de onde se quer estar, cativo. “Quero poder ser livre, pra poder ter a oportunidade de estar preso”. Estranho. Paradoxal. E o ponto de vista? Ninguém quer ser descoberto e nem mesmo sabe o que quer. Pode se prender, vai lá, esqueça os julgamentos. Ninguém precisa do rótulo “liberdade”. “Estou preso porque tenho escolha, porque escolhi me prender, porque SOU LIVRE”. Perda de tempo. Vai lá.


Larissa de Paula

domingo, 18 de dezembro de 2011

No momento onde se encontra algo parecido com você, lá no fundo claro e limpo da sua mente, se observa a esperança de uma nova vida, talvez com menos amargura e mais paz, tranquilidade. Onde se esquece todas as pontes estreitas e as curvas acentuadas de malvadeza. O clarão lhe puxa pela mão dizendo para correr atrás do que se deseja, mas outra mão lhe puxa para um lugar silencioso, frio, isolado e enrosque do "não" e seduzindo discretamente o "sim".




Andreas




sábado, 17 de dezembro de 2011

"Eu sempre andei sozinho...no encalço desta menina"

Alceu valença - Punhal de prata.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Individualismo


Até que ponto ser individualista nestes tempos é bom? Porque será que quando mais altruísta você é mais egoísmo recebe dos que o rodeia?  Essas são questões de fácil solução: O MUNDO HOJE VIVE  EM COMPLETO CANIBALISMO, JOGO DE INTERESSES, CORRIDA PELO DINHEIRO. Eis a resposta jogada em sua face, bruscamente. Porém é isso que acontece, não altera nada. Salve as tribos, onde membros de interesses semelhantes se unem para realizarem um feito em comum, neste caso isso funciona mais como uma relação de parasitismo onde cada um retira um pouco do outro e só no final é que a “balança é equilibrada”. Entretanto, as relações sociais são calcadas em jogos de interesses, esses que podem ser originados do instinto humano, como por exemplo, a necessidade de copulação exacerbada ou outro exemplo, que é o desejo infindável do ser humano de se sentir constantemente realizado, satisfeito. Alguém pode me afirmar: “Ora, mas todos nós queremos isso”. Porém isso é verdade, mas o detalhe está na forma como o ser humano obtém o que almeja, pois em sua grande maioria o sujeito utiliza de métodos sujos, baseados na extinção total da ética, sem inibição. Enfim, há de ter algum caminho entre o egoísmo puro e a altruísmo exacerbado que leva o indivíduo a sobrevivência plena  com recompensas éticas. Não obstante é o caminho para uma posição hierárquica bem abaixo do que qualquer ser humano gostaria, porque ser correto nestes tempos é ser massacrado, ser servo. [Infelizmente]


Andreas