sábado, 10 de novembro de 2012

Hedonismo

Várias maneiras de percorrer um caminho.
Mil bombas explodindo
Mal posso enxergar o que a nostalgia projeta.
 Algumas pesssoas indagam o motivo de algumas coisas acontecerem.
Meus olhos mudam constantemente de castanho para cinza.

Cada queda me torna frio
Glacial como calotas
Minhas veias engrandecem
E meu coração cresce
Atordoado, a calma me embebeda

O prazer bate em minha porta
Pede licença
Pisa
Afunda
Minha vida vira, felicidade plena!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Admissão do erro

Não é fácil. Tempos atrás meu ego sempre tomou conta de sempre "me defender" quando, mesmo estando errado, fazer uma reviravolta e fazer com que meu erro se torne o acerto. No entanto tinha esquecido do poder destrutivo que este fenômeno pode ter sobre quem pratica. A vida vai lhe mostrando que somos passíveis de erro, que podem ser causados por simples desatenção, momentos de extrema emoção ou teimosia. Admitir que está errado -estando nesta condição de defesa do ego- é uma dualidade de emoções, uma paradoxo da consciência. Mas o que é paradoxo da consciência? Nada mais do que a batalha dos seus eus internos: um que sempre te leva a fazer o impensável, impulsionado pela emoção e outro que reside num lago de paz e tranquilidade com o ônus da admissão do erro. Já está mais do que na hora, de não só eu, mas toda a humanidade se despreender um pouco da teimosia e começar a dar início a uma nova jornada torta, com pedras e temporais, mas com a consciência leve da permissão para se errar. De aprender constantemente com os erros para nunca mais repetí-los. O universo conspira ao nosso favor a partir do momento que nos tornamos puros, errantes e sábios com o passar do tempo. Aguardo a compreensão e paciência de todos que sofreram com meus erros. Eles foram justificados neste breve texto, assim como suas razões. O mundo é de quem aceita errar...

Andreas

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pegando uma nova folha de papel...


Procurando uma nova forma de escrita, uma versão de mim que nem eu mesma conheço, mas que talvez esteja escondida aqui dentro, procurando uma válvula de escape, um lugar, uma abertura para qual possa fugir dessa realidade fora do comum, uma realidade diferente de antigamente, mas da forma que desejamos durante séculos, em um mundo insano.
Depois de tanto tempo de lutas de vários povos, de conquistas conseguidas através de inúmeras mortes, tudo o que mais quero é fugir disso. É poder pertencer a uma época que já se foi, que eu nem sequer cheguei a viver, mas que eu sinto uma falta enorme. Falta do respeito que existia, do amor de verdade, de quando o sexo era um tabu, das exigências que, de alguma forma, era muito importante, ajudava a contruir uma pessoa.Falta das lutas, porque estou cansada de lidar com pessoas covardes, acomodadas, daquelas que deixam a vida correr, o tempo passar e escapar das suas mãos.
Pegando uma nova folha para tentar construir uma nova história, um tempo novo, com pessoas diferentes, mas buscando o passado.
Essa história é incompreensível até pra mim.

Grazielle Scharenberg

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Madrugada

Neste horário a loucura do cotidiano morre. O silêncio paradisíaco que sempre sonho e tenho-lo quando o Sol dorme e cordialmente dá espaço para um céu laranja com fragmentos de lua ofuscados pelas nebulosas. Escutar alguma canção melancólica para alimentar a alma com alguma coisa sem nome, que necessita de pequenas doses de tristeza para enfrentar o dia-a-dia infernal da minha cabeça. No ponto de calma, minha alma se entrelaça e desliza para o fundo do meu coração para se encontrar com minha bela cinderela, sua pele fina serve de cobertor para minha vida, o cheiro de uva permanece na narina e um rastro de cabelo permeia minha púbis...


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Descanso...

Tentando descobrir algo que permaneça até o fim dos tempos. Objeto infinito que sempre se renove e nunca, mas nunca mesmo deixe de ser o que era para ser em sua essência. A taça da tranquilidade infindável. Um descanso da loucura eterna para um lago de paz e harmonia consigo e com quem o circunda afetuosamente...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Indecomponível

As pessoas são o que não são. É incrível ver como se comportam ridicularmente de maneira que transcendem o que era para ser a natureza de seu ser para uma coisa insuportavelmente enojo. Hermeticamente falando, elas possuem potencial de sobra para desenvolver técnicas idiossincráticas, porém preferem adotar um padrão de comportamento e pacote de ideologias que se encaixa perfeitamente no sistema vigente. Entretanto, elas não se tocam que estão se matando aos poucos, perdendo sua própria essência para conseguir algumas honrarias que julgo sórdidas e estoicamente soturnas. O paregórico efêmero delas é isso. O mais estranho é que 90% das pessoas que convivo vive sob padrões - não os mesmos, diferentes, mas correspondentes de alguma forma - que consigo facilmente acompanhar, não é tão difícil assim, não obstante sinto-me ofuscado por todo este leque de padrões às vezes, cabendo-me sempre retornar ao âmago do meu ego para recuperar parte dele e emergir na superfície da vida no perfeito estado do "eu", indecomponível!

Andreas

sábado, 10 de março de 2012

Normalidade

Tentamos sempre focalizarmos no plano terrestre e concentrar nos fatos em que estamos, como perceber o chão que pisamos, na rota traçada ao ir na cozinha, olhar para frente, respirar fundo, pensar antecipadamente, equilibrar o corpo, desviar de obstáculos, coçar as costas. Meu deus...ISSO É COMPLICADO!